Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

Não há neutralidade na vida. Todo o que segue a Jesus deveria ter a mais plena consciência disso. Ele foi muito claro sobre este assunto: “quem não é por mim, é contra mim. Quem comigo não ajunta espalha” (Mateus 12.30). Ao falar isso, ele estava afirmando que, ao entrar no mundo, estava invadindo para reconquistar um território que havia sido usurpado, onde o Maligno havia feito a sua “casa” e estava aprisionando as pessoas. E João ecoou esta realidade ao dizer que “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 João 5.19).

Olhar ao redor com os olhos de Cristo é um exercício que nos permite notar essa clara diferença entre os valores do reino de Deus e do império das trevas. Não é difícil vermos isso, tanto nas grandes discussões enfocadas pela mídia e que polarizam as pessoas política e comportamentalmente, como nas questões do nosso cotidiano pessoal, onde somos desafiados a nos posicionarmos como seguidores de Jesus.

“Vendo Hamã que Mordecai não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.” Ester 3.5


No último mês de setembro uma apresentação no Museu Santander Cultural em Porto Alegre – RS intitulada "Queermuseu", apresentava obras onde pessoas eram objeto de violência sexual, outras mantinham relação com animais, crianças eram mostradas com gêneros diferentes (menino como menina e menina como menino), tudo em nome da liberdade de expressão.


Em São Paulo, numa outra exposição de “arte”, uma criança foi levada por sua mãe a passar a mão no corpo nu de um modelo que estava deitado no chão com o ventre para cima e a genitália exposta.

Mas qual o porquê disso? Simples, virou moda ser ateu. É cult (intelectual) demonstrar desprezo por princípios cristãos. Em outros tempos essas manifestações não seriam sequer imaginadas, hoje em dia são patrocinadas, incentivadas por uma mídia que, em nome de uma falsa inclusão de minorias, quer destruir valores da moral cristã.

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 9.6

Assim como o povo da época da chegada de Jesus vivia tempos de grande dor e ansiedade, esperando o Messias político-militar que libertaria a nação (essa era a forma como interpretavam a profecia de Isaías), vivemos numa sociedade em que as pessoas se acostumaram a ouvir vozes de “salvadores da pátria” que pretendem conduzir a população carente de justiça, direitos e paz, sem considerar a orientação do Maravilhoso Conselheiro. Mas essa é precisamente a primeira característica divina do Messias Jesus: sua inigualável sabedoria, capaz de orientar a vida.

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 9.6

Por muitas vezes - e com bastante frequência – a nossa mente funciona por oposição, mesmo que seja involuntariamente. Ao falarmos de paz, logo associamos a ela o seu lado ruim: a guerra. E aí nosso pensamento vaga para bem longe, no tempo ou no espaço. Como a cordial nação brasileira não tem muitas guerras em seu currículo, pensamos nos episódios históricos como a Guerra do Paraguai ou a pequena participação brasileira na 2ª Grande Guerra, ou vemos através das telas os conflitos no Oriente Médio e os atentados terroristas em outros solos, distantes de nós.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 9.6

Vamos chegando ao final do ano, vivendo um tempo bem conturbado do ponto de vista político, econômico e moral em nosso país. E também vamos entrando em um ano de eleições federais e estaduais. Com um misto de preocupação e expectativa, chegamos à necessária pergunta: “do que o país realmente precisa?”

Nossa história mostra que nós, brasileiros, nos habituamos a investir nossas esperanças em “salvadores da pátria”. Temos forte inclinação de vermos em certas personagens as respostas “messiânicas” para as aflições que a nação vive em determinado momento.

Este é o nosso momento. E somos nós que precisamos responder a essa pergunta. Como cristãos, devemos respondê-la com base no que dirige nossas vidas: não a opinião pública ou a mera (ainda que justa) indignação, mas Jesus Cristo e seu evangelho. Só olhando para Ele, ouvindo a Sua voz e seguindo os seus passos teremos a segurança necessária para tomar decisões e assumir posturas que promovam paz e que também mantenham nossa própria alma em paz.

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