Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

Já estamos nos preparando para o momento mais importante do ano no que diz respeito às comemorações cristãs: o período da Páscoa, quando celebramos os últimos momentos de Jesus entre nós, que abrangem sua prisão, morte, ressurreição e ascensão.

Por essa época é comum serem apresentadas mensagens sobre as 7 palavras de Cristo na cruz. Porém estas não foram, de forma alguma, as últimas palavras do Senhor. Ele ainda tinha muito a dizer aos seus seguidores depois da sua ressurreição. Aí, sim, estão situadas as suas últimas palavras antes de voltar para o Pai.

Maria Madalena foi a primeira pessoa com quem Jesus falou após ressuscitar (João 20.11-18). Ela era uma seguidora dedicada a Cristo, imensamente grata que era por ter sido libertada de demônios (Lucas 8.2). É ela que, indo à sepultura ainda escuro, com a intenção de diminuir sua dor dando alguma dignidade ao corpo maltratado de Jesus, a encontra aparentemente violada, e corre para avisar aos outros discípulos. Estes vêm, conferem o túmulo vazio, e voltam para casa. Maria permanece ali, chorando. Ela já estava sofrendo por ter visto o seu mestre e libertador ser brutalmente morto e enterrado às pressas. Agora, sofre mais um golpe: túmulo violado, corpo roubado.

Com o tempo escasso e dias parecendo mais curtos do que realmente são, parece ser cada vez mais difícil encontrar um tempo para se fazer algo que sempre foi considerado tanto fundamental como uma característica das pessoas que seguem a Jesus: estar com Ele a sós em oração, leitura e meditação nas Escrituras.

Nos retiros de nossa igreja temos separado um período pela manhã que chamamos “A Sós com o Senhor”. Nele temos a oportunidade de exercitar esta prática cristã tão essencial a uma espiritualidade verdadeira e saudável. É um intervalo de 25 a 30 minutos onde paramos o que estamos fazendo e nos dedicamos a estar só com Ele. Não é um exercício difícil, mas deve começar pela resposta a uma pergunta que, embora não esteja textualmente na Bíblia, não é difícil perceber o Senhor a fazê-la pelas páginas sagradas:

“Eu estou com você. Você deseja estar comigo?”

Não há neutralidade na vida. Todo o que segue a Jesus deveria ter a mais plena consciência disso. Ele foi muito claro sobre este assunto: “quem não é por mim, é contra mim. Quem comigo não ajunta espalha” (Mateus 12.30). Ao falar isso, ele estava afirmando que, ao entrar no mundo, estava invadindo para reconquistar um território que havia sido usurpado, onde o Maligno havia feito a sua “casa” e estava aprisionando as pessoas. E João ecoou esta realidade ao dizer que “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 João 5.19).

Olhar ao redor com os olhos de Cristo é um exercício que nos permite notar essa clara diferença entre os valores do reino de Deus e do império das trevas. Não é difícil vermos isso, tanto nas grandes discussões enfocadas pela mídia e que polarizam as pessoas política e comportamentalmente, como nas questões do nosso cotidiano pessoal, onde somos desafiados a nos posicionarmos como seguidores de Jesus.

“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Ester 4.16)

Olhando estas palavras de Ester e o título desta reflexão, somos levados a pensar que o “pagar o preço” refere-se ao custo de estar disposta a até mesmo dar a própria vida para assumir o ônus de tomar uma atitude clara do lado de Deus, com o qual se comprometeu (“...se perecer pereci.”). E essa é uma conclusão correta.

Mas o caminho que precisa ser feito para se chegar a agir dessa forma não é simples. Pessoas normais, como nós e Ester, precisam encontrar uma coragem e grandeza para sair da omissão e se posicionar claramente ao lado de Deus que não nos são naturais. E o preço desta descoberta é alto e “longo”, porque não é algo pontual, mas repetido e contínuo. É este “preço a ser pago” – menos óbvio, mas absolutamente fundamental – que desejo destacar aqui.

“Vendo Hamã que Mordecai não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.” Ester 3.5


No último mês de setembro uma apresentação no Museu Santander Cultural em Porto Alegre – RS intitulada "Queermuseu", apresentava obras onde pessoas eram objeto de violência sexual, outras mantinham relação com animais, crianças eram mostradas com gêneros diferentes (menino como menina e menina como menino), tudo em nome da liberdade de expressão.


Em São Paulo, numa outra exposição de “arte”, uma criança foi levada por sua mãe a passar a mão no corpo nu de um modelo que estava deitado no chão com o ventre para cima e a genitália exposta.

Mas qual o porquê disso? Simples, virou moda ser ateu. É cult (intelectual) demonstrar desprezo por princípios cristãos. Em outros tempos essas manifestações não seriam sequer imaginadas, hoje em dia são patrocinadas, incentivadas por uma mídia que, em nome de uma falsa inclusão de minorias, quer destruir valores da moral cristã.

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