Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.” (Lucas 15.13-14)

Neste mês de Setembro temos caminhado pelo texto do Evangelho de Lucas 15:11-32, com a série “Independência e Morte”. Através da Parábola do Filho Pródigo, talvez uma das histórias mais conhecidas da Bíblia, temos percebido como muitas vezes somos parecidos com o filho mais moço, e identificado sentimentos e posturas em nós que representam o pecado: individualismo, e neste último domingo, o consumismo.

O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.” (Lucas 15.12)

Nesta semana comemora a independência do Brasil, fato que nos faz lembrar o grito “Independência ou Morte” de Dom Pedro, que representava o desejo de liberdade do povo Brasileiro. O grito significou o rompimento definitivo do filho, Dom Pedro I, com o seu próprio pai, Dom João VI, representando assim a voz de uma nação.

Mesmo após o prematuro falecimento de sua esposa, por complicações no parto em meados de 1864, Ashbell Green Simonton – primeiro missionário presbiteriano no Brasil – prosseguiu com a sua missão. A despeito de suas muitas lutas interiores, que deixou registradas em seu Diário, encontrou forças em Deus para outras importantes realizações.

A sua pequena igreja no Rio de Janeiro ganhava novas adesões, e seus planos incluíam a criação de uma escola paroquial e um seminário teológico, sonhos que se concretizaram no ano de 1867, quando a igreja se transferiu para um prédio em frente ao Campo de Santana, hoje Praça da República. Essa modesta instituição teológica existiu por apenas três anos, mas foi o primeiro seminário protestante a formas pastores nacionais: Antônio Bandeira Trajano, Miguel Gonçalves Torres, Modesto Perestrello de Barros Carvalhosa e Antônio Pedro de Cerqueira Leite.

A busca da felicidade e da autorrealização é um mantra contemporâneo. Qualquer um que ouse insinuar que procurar ser feliz não é um direito de todo ser humano pode esperar ser considerado, no mínimo, um autêntico extraterrestre.

Esta sede insaciável por felicidade é, na verdade, um eco profundo da saudade que a alma humana tem da relação com a Origem da felicidade – o Deus que nos criou para vivermos ao Seu lado. Então, olhando desta forma, este anseio faz muito sentido.

Em seu pouco tempo de ministério, Ashbell Green Simonton, jovem missionário que implantou o trabalho presbiteriano no Brasil, realizou muitas coisas. Depois de um esforço especial para tornar-se fluente em português – o que só conseguiu depois de mais de um ano em terras brasileiras – manifestou a satisfação de finalmente poder anunciar a sua mensagem aos brasileiros (e portugueses) e ver os primeiros frutos.

Finalmente, a 12 de janeiro de 1862 concretizou-se a primeira grande realização de Simonton, que foi a fundação da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Recebeu na igreja os seus dois primeiros membros, curiosamente ambos estrangeiros – um americano, agente da Companhia Singer de máquinas de costura, e um português. Ao registrar o fato, com alegria concluiu: “Assim, organizamo-nos em igreja de Jesus Cristo no Brasil”.

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