Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

Como são interessantes as ambiguidades de nossos dias. Ao mesmo tempo em que se exalta a diversidade e o direito de cada um ser “original do seu próprio jeito”, uma das mais fortes inclinações desta era é a tendência de seguir inúmeras personalidades: craques de futebol com seus cortes de cabelo, youtubers, artistas famosos, tendências da moda. E qual é a pessoa que não sente aquela pontinha de orgulho quando percebe o número de seguidores no seu twitter aumentou consideravelmente?...

Nesse emaranhado de referências que estão sendo seguidas, a “figura de Jesus” foi perdida, e vai sendo deixada para trás como apenas mais uma opção. Vamos nos tornando mais parecidos com essas personalidades do que com Jesus, perdendo de vista quem Ele é e o que fez, esquecendo (ou deixando de lado voluntariamente) o convite ao discipulado.

Mesmo sem a pressão da mídia eletrônica e das redes sociais, algo semelhante ocorreu no contexto do próprio Jesus. Após trazer palavras bem duras, afirmando que os que O seguiam deveriam se envolver com ele de uma forma muito mais profunda do que estavam acostumados em sua tradição religiosa, e de que havia gente que estava com Ele, mas que era descrente, “muitos dos seus discípulos o abandonaram, e já não andavam com ele”. Ao ver isso, o Senhor se dirige aos 12 e pergunta:“vocês também querem se retirar?” Pedro, então, responde:

“SENHOR, PARA QUEM IREMOS? TU TENS AS PALAVRAS DA VIDA ETERNA; E NÓSTEMOS CRIDO E CONHECIDO QUE TU ÉS O SANTO DE DEUS.” (JOÃO 6.68,69).

O que Pedro disse foi “só pelo Senhor- e por mais ninguém - temos vida e, por isso, só o Senhor é digno de que o sigamos”. Somente Cristo.

No museu do Louvre, em Paris, está a pintura da Mona Lisa, uma sala sempre lotada de pessoas para ver um quadro pequenino, quase imperceptível, porém bonito e famoso. Curiosamente, exatamente na parede oposta da sala está uma gigantesca tela de 70m² das Bodas de Caná. Neste quadro, cheio de personagens, apenas um deles olha diretamente para o observador: Jesus, assentado no centro do cenário. Não é uma quase perfeita ilustração da desatenção contemporânea que, querendo olhar apenas aquilo para o que todos chamam a atenção, voltam as costas para o único que dá real e profunda atenção às pessoas?

Rev. Alex Barbosa - Pastor Efetivo da IPB Grajaú

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