Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 9.6

Por muitas vezes - e com bastante frequência – a nossa mente funciona por oposição, mesmo que seja involuntariamente. Ao falarmos de paz, logo associamos a ela o seu lado ruim: a guerra. E aí nosso pensamento vaga para bem longe, no tempo ou no espaço. Como a cordial nação brasileira não tem muitas guerras em seu currículo, pensamos nos episódios históricos como a Guerra do Paraguai ou a pequena participação brasileira na 2ª Grande Guerra, ou vemos através das telas os conflitos no Oriente Médio e os atentados terroristas em outros solos, distantes de nós.

Mas a profunda necessidade de paz vai além desses conflitos sangrentos e de larga escala. Porque o contrário de paz não é apenas guerra: é inquietação, da qual a guerra é a manifestação extrema e mais palpável.

O país vive um clima de inquietação. As polarizações a respeito do destino político-econômico da nação criam distanciamentos e hostilidades discretas, que assumem uma cara de desprezo com quem pensa diferente ou em direção oposta. Parentes discordam, brigam e se afastam; amigos se tornam adversários ideológicos e, mesmo que não o admitam, se veem como se fossem de grupos diferentes. Até mesmo o que deveria ser o maior ponto de convergência e comunhão – o amor comum a Cristo e ao Seu reino – acaba se tornando secundário diante da agitação que uma crise nacional provoca nas pessoas – entre elas e dentro delas.

Cristãos também estão assustados, inseguros, preocupados e perturbados. Necessitados de paz. Parece que o momento social tem o terrível poder de nos cegar, nos fazendo retroceder para tempos em que não conhecíamos o Príncipe da Paz, que deu uma incrível atenção aos corações inquietos dos seus discípulos quando, num momento intensamente delicado nacional e individualmente, lhes disse:

DEIXO-LHES A PAZ; A MINHA PAZ LHES DOU. NÃO A DOU COMO O MUNDO A DÁ. NÃO SE PERTURBE O SEU CORAÇÃO, NEM TENHAM MEDO. (João 14.27)

Parece que estes são dias para redescobrirmos Jesus como a fonte de nossa segurança e paz, restabelecendo nosso compromisso de seguir somente a Ele e confiar nele não apenas para nosso destino eterno, mas para nossas batalhas cotidianas. “O governo está sobre os seus ombros”. O controle de tudo e o governo de nossa vida.

Rev. Alex Barbosa

CC-BY-SA 2014 - Igreja Presbiteriana do Grajaú - Conteúdo publicado sob CREATIVE COMMONS