Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

“Vendo Hamã que Mordecai não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.” Ester 3.5


No último mês de setembro uma apresentação no Museu Santander Cultural em Porto Alegre – RS intitulada "Queermuseu", apresentava obras onde pessoas eram objeto de violência sexual, outras mantinham relação com animais, crianças eram mostradas com gêneros diferentes (menino como menina e menina como menino), tudo em nome da liberdade de expressão.


Em São Paulo, numa outra exposição de “arte”, uma criança foi levada por sua mãe a passar a mão no corpo nu de um modelo que estava deitado no chão com o ventre para cima e a genitália exposta.

Mas qual o porquê disso? Simples, virou moda ser ateu. É cult (intelectual) demonstrar desprezo por princípios cristãos. Em outros tempos essas manifestações não seriam sequer imaginadas, hoje em dia são patrocinadas, incentivadas por uma mídia que, em nome de uma falsa inclusão de minorias, quer destruir valores da moral cristã.

Nosso posicionamento em oposição a essas atrocidades fará de nós pessoas tidas como atrasadas, intelectualmente desprivilegiadas, dignas de pena. Por outro lado, alimentará o ódio de quem quer viver livre, numa vida sem limites e sem regras.

O apóstolo Paulo deixa muito claro quando diz: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12). Nossos valores estão em descompasso com nosso tempo – família, respeito (limites), misericórdia...
Nem por isso devemos nos acovardar, relativizar ou negociar esses valores. São eles que nos definem e forjam o nosso caráter.

Poucos dias antes deste Natal, as mídias sociais e jornais de grande circulação fizeram um linchamento público de uma rede de mercados em São Paulo que distribuiu o Cada Dia Família, material presbiteriano onde, entre outros temas, se expunha a posição bíblica contrária à prática homossexual, o aborto e o sexo fora do casamento. Mediante uma denúncia de pessoas que se sentiram agredidas com o conteúdo, o Ministério Público do Trabalho de SP orientou a suspensão da distribuição do material pelo mercado.

A perseguição existe, pois, a Luz incomoda as trevas. E não está longe de nós. Nossa postura não deve ser de violento enfrentamento, como se Jesus precisasse de advogado, mas há que se ter de forma clara o conhecimento do que pensamos. Se isso gerar furor em nossos adversários, não devemos temer nem ter a paz roubada de nossos corações, pois Jesus prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28.20).


Rev. Reginaldo de Freitas Launé Júnior – IP Sinai, Niterói (adaptado)

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