Devocionais publicadas nos boletins informativos semanais

“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Ester 4.16)

Olhando estas palavras de Ester e o título desta reflexão, somos levados a pensar que o “pagar o preço” refere-se ao custo de estar disposta a até mesmo dar a própria vida para assumir o ônus de tomar uma atitude clara do lado de Deus, com o qual se comprometeu (“...se perecer pereci.”). E essa é uma conclusão correta.

Mas o caminho que precisa ser feito para se chegar a agir dessa forma não é simples. Pessoas normais, como nós e Ester, precisam encontrar uma coragem e grandeza para sair da omissão e se posicionar claramente ao lado de Deus que não nos são naturais. E o preço desta descoberta é alto e “longo”, porque não é algo pontual, mas repetido e contínuo. É este “preço a ser pago” – menos óbvio, mas absolutamente fundamental – que desejo destacar aqui.

Toda luta cristã pelo testemunho do evangelho começa na vida pessoal, no interior do coração, onde estamos diante de Deus. As lutas externas são tão desgastantes que se perdermos a perspectiva de que nosso suprimento e armas são “do Alto” (2Co 10.3,4) não vamos perseverar nem honrar a Cristo. Continuaremos a nos omitir ou a lutar do nosso jeito, achando que estamos “defendendo os valores de Cristo”. Ester nos ensina isto com sua atitude inicial, convocando e se dispondo ao jejum, ou seja, investindo em estar na presença de Deus para encontrar a força necessária para agir como deveria.

Se isso lhe parece um preço baixo a ser pago, experimente separar 1 hora do seu dia para se desligar de tudo e dedicar-se ao jejum, à leitura e meditação na Bíblia, à oração (examinando sua vida e confessando seus pecados, adorando ao Senhor, agradecendo conscientemente pelas bênçãos, apresentando seus medos, fraquezas e necessidades, clamando por tanta gente que você conhece e que precisa de sua intercessão). E não apenas uma vez, ou quando perceber que terá uma decisão importante à frente, mas tornar isso um hábito. Nosso coração pecador dará mil e uma razões para não fazê-lo, embora você saiba como isso é essencial. ISSO É UMA BATALHA INTENSA que lamentavelmente nem todos os cristãos se dispõem a pagar.

Hoje o Senhor nos convida a pagar o preço alto de estarmos profundamente unidos e enraizados nele, para produzirmos os frutos que Ele deseja. Aceita o convite?

 

Rev. Alex Barbosa - Pastor Efetivo da IPB Grajaú

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