EM QUE CREMOS

Nossa identidade espiritual se baseia naquilo que chamamos de “convicções fundamentais”. Elas são o verdadeiro alicerce (ou fundamento) de convicções espirituais sobre o qual cremos que nossa igreja deve ser construída. São as seguintes: Reconhecemos:

  • Que Deus nos escolheu e nos trouxe para si, nos salvando para pertencermos a Ele;
  • Que Deus nos reuniu formando esta comunidade de fé – a Igreja Presbiteriana do Grajaú -, que é uma expressão local e parte de seu Povo escolhido, a Igreja de Cristo;
  • Que Deus nos designou para sermos sua luz, vivendo e proclamando o seu amor, em nossa esfera de influência – começando na região do Grajaú e adjacências (onde os que aqui se congregam estejam vivendo), e indo até aonde quer que nossa força de alcance possa chegar;
  • Que essa nossa vocação deve ser vivida tanto quando estamos reunidos como igreja congregada, como quando estamos dispersos como igreja enviada.

Por isso queremos ser, acima de tudo, uma referência de vida e demonstração da Graça de Deus para aqueles que tiverem contato com nossa igreja (dentro e fora dela). Cremos que, vivendo assim, o nome do nosso Senhor será honrado através de nós como merece ser. Este é o nosso ponto de partida.

Somos uma comunidade que “está a caminho”, ou seja, entendemos que Deus está constantemente nos moldando e construindo. O nosso desejo mais profundo é, a cada dia, sermos uma comunidade cristã que seja uma verdadeira referência de vida e demonstração da Graça de Deus para aqueles que alcançamos com nossa vida e testemunho. Que eles encontrem em nós UMA IGREJA DE VERDADEIROS DISCÍPULOS DE JESUS, comprometidos:

  • Com o testemunho do evangelho através de nossas vidas,
  • Com o crescimento na maturidade espiritual através da Palavra de Deus,
  • Com uma vida de amor e comunhão em Cristo. Essa aspiração que temos em Deus nos levou a formular, em termos simples, o que chamamos de “os 3 G’s do Grajaú”, e que resumem a nossa missão:

Cremos que a BÍBLIA SAGRADA, em sua totalidade, é a Palavra de Deus, e nela pautamos toda a nossa vida pessoalmente como discípulos de Cristo e coletivamente como igreja ;

  • Adotamos como documentos que expressam a nossa fé A CONFISSÃO DE FÉ E OS CATECISMOS MAIOR E BREVE DE WESTMINSTER;
  • Todas as ações de nossa vida pessoal e comunitária devem ser motivadas por nossos compromissos DE AMOR A DEUS E DE AMOR E RESPEITO AO PRÓXIMO;
  • Priorizamos a CRIAÇÃO DE UM AMBIENTE PARA O CRESCIMENTO DO AMOR, DA UNIDADE E DA COMUNHÃO CRISTÃ , onde as pessoas são conquistadas para Cristo por verem a Sua graça fluindo em relacionamentos sadios e autênticos;
  • Investimos nossos esforços e recursos para ensinar, estimular, preservar e difundir o PADRÃO BÍBLICO DE FAMÍLIA como o projeto de Deus para o bem-estar e realização humana, rejeitando qualquer sugestão que fira este padrão;
  • Deus nos chamou para viver uma espiritualidade intensa e verdadeira. Por isso reconhecemos que a comunhão com o Senhor em UMA VIDA DE ORAÇÃO É O ALICERCE ESPIRITUAL DA IGREJA.
  • Valorizamos A PARTICIPAÇÃO ATIVA DE CADA CRENTE NA VIDA E NO MINISTÉRIO DO CORPO DE CRISTO, pois compreendemos que todos os cristãos são ministros do evangelho e equipados com dons espirituais para o exercício do serviço cristão.
  • A liderança da igreja deve ser UMA LIDERANÇA VOCACIONADA E CAPACITADA FORMADA POR “LÍDERES-SERVOS” QUE INSPIREM OS CRENTES POR SEU EXEMPLO DE VIDA .
  • Preferimos O TRABALHO EM COMUM ACIMA DO TRABALHO INDIVIDUAL OU DE APENAS ALGUNS. Ao nos distribuirmos em áreas diferentes, visamos servir a todo o Corpo de Cristo, e não apenas aos que trabalham ou se reúnem conosco naquele grupo menor ;
  • Cremos que aquilo que afirmamos crer deve ser vivido na prática, não importando o custo. A isso chamamos de ÉTICA CRISTÃ COERENTE . Temos a convicção que, vivendo assim, preservamos a necessária autoridade profética que permite nos pronunciarmos perante a sociedade quando for preciso;
  • Como parte de nosso testemunho ao mundo destacamos nosso COMPROMISSO DE RESPEITO ÀS LEIS CIVIS naquilo em que elas não conflitem com a autoridade suprema das Sagradas Escrituras e com a consciência cristã dirigida por estas.
  • Embora creiamos que Deus vocacione seus filhos para o servirem no seio da sociedade, cremos que, COMO INSTITUIÇÃO, DEVEMOS NOS ABSTER DE POLÍTICA PARTIDÁRIA; deixando, à consciência cristã de cada um, o posicionamento e engajamento políticos, sempre pautados pelos valores bíblicos .

Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.

Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho

Saiba mais acessando o texto completo do qual este foi extraído em http://www.ipb.org.br/ipb/doutrina

A Confissão de Fé de Westminster é a principal declaração doutrinária adotada oficialmente pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Ela foi um dos documentos aprovados pela Assembléia de Westminster (1643-1649).

A Confissão de Fé de Westminster é considerada uma das melhores e mais equilibradas exposições da fé reformada já escritas. Suas definições doutrinárias foram cuidadosamente elaboradas por alguns dos homens mais cultos e piedosos do século 17. Talvez a sua linguagem e algumas de suas ênfases pareçam estranhas à nossa mentalidade do início do século 21. Todavia, temos de reconhecer que a maior parte das suas formulações continuam plenamente válidas para os dias atuais. Embora seja um documento muito importante e valioso para os reformados, ela não está no mesmo nível da Escritura, ficando subordinada à mesma.

A Confissão de Fé pode ser considerada um pequeno manual de teologia bíblica. Seus 33 capítulos abordam os temas mais importantes da teologia cristã. Os principais temas da teologia reformada são abordados na Confissão de Fé de Westminster.

Você pode ter mais informações acessando o texto completo do qual este foi extraído (rx4susite do Instituto Presbiteriano Mackenzie) e baixar o texto completo da Confissão de fé em nossa área de downloads (Conteúdo > Downloads > Institucional).

O Credo Apostólico foi resultado da necessidade que a Igreja teve, ao desenvolver sua história especialmente nos primeiros séculos, de definir os pontos fundamentais que deveriam ser aceitos por todos que desejassem filiar-se a ela.

Já naqueles tempos havia muitos que se diziam cristãos mais desconheciam ou mesmo rejeitavam os ensinos bíblicos. Era preciso adotar um padrão de fé.

O nome Credo vem de uma palavra latina que significa Creio. Desde o começo a Igreja Cristã exigiu uma declaração de fé dos que queriam ser batizados. Com o passar do tempo a declaração de fé foi incluindo mais elementos.

Assim chegou-se ao Credo Apostólico. Esse nome nos recorda que seu conteúdo é a verdadeira mensagem Cristã como foi pregada desde os dias Apostólicos. Ele é chamado Apostólico por incluir ensinamentos que a igreja abraça desde os tempos apostólicos e teve sempre a intenção de expressar uma fé que existia no âmbito da comunidade mais era pessoal e íntima, não formal e externa.

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao ades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.

Amém.

Texto extraído da IV IPB São Bernardo do Campo